domingo, 22 de maio de 2011

Estado do Futuro

2) Transparência das contas do Estado de forma a serem facilmente verificáveis e controláveis de forma central, não devendo existir mecanismos que desregulem a capacidade de fazer dívida ou de a esconder.
3) O Estado deve criar uma cultura de rigor, tendo por princípio o respeito pelos bens materiais e financeiros públicos, usando-os com zelo, ética e parcimónia, com a consciência de que só deve pedir à sociedade sob a forma de impostos o mínimo indispensável à prossecução do bem comum, deixando aos particulares a iniciativa e dando-lhe todas as condições para criarem riqueza.
4) Defesa, ao nível da despesa, de uma verdadeira política redistributiva e de justiça social, recusando os cortes em despesas sociais.
5) Redução da estrutura do Estado com vista a que este se concentre, de forma eficaz e eficiente, nas suas funções essenciais de soberania, saúde, educação, protecção social e regulação, minimizando os gastos supérfluos.
7) Eliminação do desperdício de dinheiros públicos, responsabilizando directamente os seus gestores, políticos ou profissionais, incluindo uma responsabilização patrimonial e criminal sempre que se prove a prática de gestão danosa, que deve ser tipificada para estas situações.

Do Programa Político do PAN


domingo, 15 de maio de 2011

Economia do futuro

1) Substituir o actual paradigma de crescimento económico, baseado no aumento desenfreado da produção, do consumo e da especulação financeira, por outro modelo, baseado na economia de mercado e na livre iniciativa, mas reguladas por orientações políticas e critérios éticos de equidade distributiva que as coloquem ao serviço do bem comum, social e ecológico.

28) Estudo, adopção e utilização de indicadores alternativos como instrumentos para definição de políticas económicas que sejam verdadeiros barómetros para aferir do bem-estar real das populações, numa perspectiva holística, devendo ser divulgados com a mesma importância que normalmente é atribuída aos indicadores tradicionais. Deverá ser adoptada a FIB (Felicidade Interna Bruta), indicador que valoriza o desenvolvimento económico sustentável e equitativo, a preservação da cultura, a conservação do meio ambiente, a boa governação, a boa saúde, a educação de qualidade, a vitalidade comunitária, a gestão equilibrada do tempo e o bem-estar psicológico.

(do Programa Político do PAN)


sábado, 14 de maio de 2011

Política do Futuro

I. fim de privilégios e da imunidade judicial dos políticos;
II. fim da nomeação política para cargos de Administração e regulamentação da contratação abusiva de assessores, ao nível central, regional e autárquico;
III. tecto máximo salarial para os gestores públicos equivalente ao ordenado de ministro;
 
"Não contemplar qualquer regime de tratamento de excepção dos políticos, em tudo quanto seja matéria de contagem de tempo de serviço para efeitos de reforma e pagamentos de quaisquer subsídios de reintegração."
(do Programa Político do PAN)

sábado, 7 de maio de 2011

Buraco negro na finança mundial

Acabei de ver o documentário "Inside Job", que consegue expor de modo claro e estruturado os bastidores da crise global, como foi criada e como se mantém. Torna-se claro que a diferença entre Bush e Obama é que Bush formou um governo com gente da indústria militar e do petróleo, enquanto Obama formou um governo com gente da indústria financeira. O seu discurso de campanha sobre "mudança" contra Wall St. (vs. "Main St.") é totalmente vazio. As pessoas que criticava estão no poder, e Obama é um fantoche nas suas mãos. Continuam a sorver a riqueza dos EUA (e global, INCLUINDO A NOSSA) a um ritmo alucinante. É impressionante a dança das cadeiras entre Goldman Sachs, Federal Reserve e Governo. Um verdadeiro clube. Os nossos banqueiros parecem homens de Estado em comparação. Mas devemos perceber que a maior parte do que se passa cá, com Sócrates ou Coelho, é uma consquência directa do que se passa em Wall. St.
O documentário por vezes é um pouco denso e não tem legendas, mas vale muito a pena tirar um tempo para o ver.
 


quinta-feira, 5 de maio de 2011

Geração silenciosa

Excelente artigo de Pedro Gadanho escrito em 2005, mas incrívelmente actual:
Leiam, pensem, mexam-se, há muito por fazer!!!
Geração Silenciosa


Mais do mesmo

Os discursos à volta do acordo com o FEEF são amargamente decepcionantes e francamente de perder a paciência. Especialmente do PS (Sócrates insiste que o pedido de ajuda foi provocado pelo PSD, argumento tão falacioso que é um verdadeito insulto à inteligência dos cidadãos), e PSD, que se vangloria que a sua parte do acordo é "vencedora" (a derrota do PEC4), entre outras acusações mútuas da culpa da situação.
Será que são todos tão cegos que não vislumbram que toda a gente já percebeu que a "culpa" é da sua própria prática e entendimento da política, práticamente desde 1976? Que todos têm responsabilidades e é infantil cada partido atribuí-las ao outro? Será que acham que não é obscenamente claro que o seu objectivo permanente é sempre chegar ao poder e mantê-lo, pesando todas as acções em função da angariação de votos? Será que não notam que a máscara lhes caiu há muito e a sua hipocrisia e desonestidade está perfeitamente exposta e à vista de todos? Será que não reparam que os debates no Parlamento parecem discussões de pré-adolescentes?
Estão cegos e surdos, obcecados pelo poder. E esqueceram-se para quem trabalham (nós, a República). Estão despedidos, por inadaptação!


terça-feira, 3 de maio de 2011

Programa Político do PAN

Foi publicado o Programa Político do PAN aprovado em congresso. Descarreguem e divulguem.


Portugal Visto de fora

Artigo lúcido publicado no blog A Arte da Omissão



Portugal Visto de fora



VALE A PENA ATENTAR NESTE OLHAR DE QUEM ESTÁ DE FORA.
Data: 10 de Abril de 2011
Assunto: “A crise Portuguesa” – Jaques Amaury
 
Este conhecido sociólogo e filosofo francês, Jaques Amaury, professor na Universidade de Estrasburgo, publicou recentemente um estudo sobre “A crise Portuguesa”, onde elenca alguns caminhos, tendentes a soluciona-la.
 
“Portugal atravessa um dos momentos mais difíceis da sua história que terá que resolver com urgência, sob o perigo de deflagrar crescentes tensões e consequentes convulsões sociais.
 
Importa em primeiro lugar averiguar as causas. Devem-se sobretudo à má aplicação dos dinheiros emprestados pela CE para o esforço de adesão e adaptação às exigências da união.
 
Foi o país onde mais a CE investiu “per capita” e o que menos proveito retirou. Não se actualizou, não melhorou as classes laborais, regrediu na qualidade da educação, vendeu ou privatizou a mesmo actividades primordiais e património que poderiam hoje ser um sustentáculo.
 
Os dinheiros foram encaminhados para auto estradas, estádios de futebol, constituição de centenas de instituições público/privadas, fundações e institutos, de duvidosa utilidade, auxílios financeiros a empresas que os reverteram em seu exclusivo benefício, pagamento a agricultores para deixarem os campos e aos pescadores para venderem as embarcações, apoios estaticamente endereçados a elementos ou a próximos deles, nos principais partidos, elevados vencimentos nas classes superiores da administração pública, o tácito desinteresse da Justiça, frente à corrupção galopante e um desinteresse quase total das Finanças no que respeita à cobrança na riqueza, na Banca, na especulação, nos grandes negócios, desenvolvendo, em contrário, uma atenção especialmente persecutória junto dos pequenos comerciantes e população mais pobre.
 
A política lusa é um campo escorregadio onde os mais hábeis e corajosos penetram, já que os partidos cada vez mais desacreditados, funcionam essencialmente como agências de emprego que admitem os mais corruptos e incapazes, permitindo que com as alterações governativas permaneçam, transformando-se num enorme peso bruto e parasitário. Assim, a monstruosa Função Pública, ao lado da classe dos professores, assessoradas por sindicatos aguerridos, de umas Forças Armadas dispendiosas e caducas, tornaram-se, não uma solução, mas um factor de peso nos problemas do país. Não existe partido de centro já que as diferenças são apenas de retórica, entre o PS (Partido Socialista) que está no Governo e o PSD (Partido Social Democrata), de direita, agora mais conservador ainda, com a inclusão de um novo líder, que tem um suporte estratégico no PR e no tecido empresarial abastado.
 
Mais à direita, o CDS (Partido Popular), com uma actividade assinalável, mas com telhados de vidro e linguagem pública, diametralmente oposta ao que os seus princípios recomendam e  praticarão na primeira oportunidade. 
 
À esquerda, o BE (Bloco de Esquerda), com tantos adeptos como o anterior, mas igualmente com uma linguagem difícil de se encaixar nas recomendações ao Governo, que manifesta um horror atávico à esquerda, tal como a população em geral, laboriosamente formatada para o mesmo receio.
Mais à esquerda, o PC (Partido comunista) vilipendiado pela comunicação social, que o coloca sempre como um perigo latente e uma extensão inspirada na União Soviética, oportunamente extinta, e portanto longe das realidades actuais.
 
Assim, não se encontrando forças capazes de alterar o status, parece que a democracia pré-fabricada não encontra novos instrumentos. Contudo, na génese deste beco sem aparente saída, está a falta de preparação, ou melhor, a ignorância de uma população deixada ao abandono, nesse fulcral e determinante aspecto. Mal preparada nos bancos das escolas, no secundário e nas faculdades, não tem capacidade de decisão, a não ser a que lhe é oferecida pelos órgãos de Comunicação. Ora e aqui está o grande problema deste pequeno país; as TVs as Rádios e os Jornais, são na sua totalidade, pertença de privados ligados à alta finança, à industria e comércio,  à banca e com infiltrações accionistas de vários países.  
Ora, é bem de ver que com este caldo, não se pode cozinhar uma alimentação saudável, mas apenas os pratos que o “chefe” recomenda. Daí a estagnação que tem sido cómoda para a crescente distância entre ricos e pobres.
 
A RTP, a estação que agora engloba a Rádio e Tv oficiais, está dominada por elementos dos dois partidos principais, com notório assento dos sociais-democratas, especialistas em silenciar posições esclarecedoras e calar quem alenta o mínimo problema ou dúvida. A selecção dos gestores, dos directores e dos principais jornalistas é feita exclusivamente por via partidária.
 
 Os jovens jornalistas, são condicionados pelos problemas já descritos e ainda pelos contratos a prazo determinantes para o posto de trabalho enquanto, o afastamento dos jornalistas seniores, a quem é mais difícil formatar o processo a pôr em prática, está a chegar ao fim. A deserção destes, foi notória. Não há um único meio ao alcance das pessoas mais esclarecidas e por isso, “non gratas” pelo establishment, onde possam dar luz a novas ideias e à realidade do seu país, envolto no conveniente manto diáfano que apenas deixa ver os vendedores de ideias já feitas e as cenas recomendáveis para a manutenção da sensação de liberdade e da prática da apregoada democracia. 
Só uma comunicação não vendida e alienante, pode ajudar a população, a fugir da banca, o cancro endémico de que padece, a exigir uma justiça mais célere e justa, umas finanças atentas e cumpridoras, enfim, a ganhar consciência e lucidez sobre os seus  desígnios.

As acções aqui referenciadas são o espelho  das acções claramente planeadas pela Nova Ordem Mundial, que se continua a não querer falar. 
Assino em baixo o último paragrafo.  Só com consciência e lucidez sobre o que os 100 macacos pretendem fazer ao Mundo, se conseguirá ver esses efeitos tanto na Europa como nos países membros e em especial no Nosso Portugal